quarta-feira, outubro 25, 2006

VEM AÍ... O DISPARO CÓSMICO!


ÔPA! O QUE?? JÁ ROLOU???





aguardem!

11 comentários:

Ricardo Rayol disse...

Já rolou rs

S0MBR4 disse...

?!

gugala disse...

é banda de reggae ou axé?

Leandro disse...

Ein?

Camarada Arcanjo disse...

Que aguardar o quê! Gostei da foto. rsrs

Frederico disse...

ô atrazilda, já rolou há uns 10 dias. Agora só no ano 2117. Mas com a criogênia, tem muita gente querendo estar lá.

strix, amor eterno e azul disse...

Tô aguardando, pô!

Giulia disse...

Tá me assustando! É alguma coisa com o tal vidente de Bauru?...

Giulia disse...

Ops, bebi! Ele é de Maringá.

Nevão disse...

Prezada crissmyass:
é possível que isso aqui não elucide nada mas pode valer como distração. Afinal, para que servem os blogs?

O UNIVERSO

O Congresso Internacional de Astrofísica teve lugar numa ilha paradisíaca do Oceano Índico onde não havia sequer uma luneta, detalhe irrelevante porque as teses lá defendidas seriam ilustradas por fotos digitalizadas, tiradas de satélites lançados há anos ou por grandes observatórios situados no primeiro mundo.
Congressos científicos, aliás, sempre têm lugar em ilhas paradisíacas porque cientistas ganham pouco e só podem conhecer lugares exóticos às expensas de governos e fundações dispostos a patrocinar mordomias.
O álcool correu solto no coquetel de abertura, de modo que poucos cientistas se apresentaram na manhã seguinte para revelar suas bombásticas e inverossímeis descobertas sobre a origem, a idade, o tamanho e o futuro do Universo.
Diante da previsível falta de quorum nas futuras sessões plenárias matinais, o organizador decidiu que só haveria sessões vespertinas e, ainda por cima, restritas ao período das 16 às 18h. Assim, podiam todos ir à praia de manhã, fartar-se de lagosta ao meio-dia e fazer a sesta necessária à boa digestão e à restauração das forças.
Apenas os raros obsessivos tentavam prolongar tais sessões, mas pontualmente às 18h começavam a retirar-se os ouvintes, mesmo aqueles que haviam feito perguntas capciosas aos conferencistas com o óbvio objetivo de embaraçá-los e desmoralizá-los, já que a salutar concorrência entre freqüentadores de congresso faz parte da tradição acadêmica.
Às 18:15h o bar anexo ao Centro de Convenções do luxuoso resort já estava tomado pelos abnegados cientistas, com um exército de garçons e garotas de programa circulando entre eles. A fofoca corria solta nessas ocasiões, com todos criticando a todos embora ninguém prestasse atenção às palestras.
As vozes só eram baixadas quando se aproximava o secretário encarregado de redigir os anais do congresso, que tinha fama de intrigante e podia transcrever aqueles comentários maldosos que corriam soltos por lá.
Expressões como embuste, sofisma, apropriação de idéias e até falsificação de dados eram fartamente pronunciadas entre goles de uísque 18-anos e canapés de caviar, embora detratores e vítimas não deixassem de trocar sorrisos quando seus olhares se cruzavam.
Assim decorreram os sete dias de congresso, com pesadas baixas de cientistas pouco resistentes aos tributos a Baco, além dos que sucumbiram ao esforço para render homenagem a Eros, devidamente incentivados pelas mencionadas garotas de programa e cavalares doses de Viagra.
Ainda assim, a sessão de encerramento foi razoavelmente concorrida, mas só um congressista se candidatou a falar. Era, não por acaso, o único que ainda estava em condições de fazê-lo porque havia trazido a mulher, extremamente repressora. Sua tese, tão revolucionária quanto dramática, foi exposta em poucas palavras:
— Saibam, colegas, que pouco importa a origem do Universo. Talvez ele não passe de uma mera ilusão, não de ótica, como podem pensar os senhores, mas de uma verdadeira ilusão. Perdemos nosso tempo em discussões estéreis. E mais: algo me diz que sequer os anais deste congresso serão publicados. Quem garante que as teses aqui expostas serão preservadas?...
O mal-estar causado foi tão grande que os assistentes levantaram-se, encaminharam-se para o hall e de lá para os jardins que chegavam à praia. De lá puderam ver uma onda gigantesca varrendo a praia e os gramados, derrubando palmeiras e cabanas, e provando a todos que o último conferencista era o único que tinha razão.

Giulia disse...

É isso mesmo, Nevão: aconteceu na época da submersão da Atlântida!