domingo, setembro 10, 2006

PAULICÉIA CRÔNICA V


Agora falando sério:
SÃO TANTAS EMOÇÕES...
Coisa mais linda, o Museu da Língua Brasileira. Muito bem sacada a montagem geral, princpalmente pela dificuldade de abordar o tema de maneira original, instigante, interativa, dinâmica. Conseguiram. E ainda criaram um link visual e imaginário entre a nossa língua e a estação de trem.
Na exposição temporária, maravilhosa a maneira como apresentam "Grande Sertão: Veredas"
Um canteiro de obras, onde a língua brasileira está sempre em construção.

Enquanto isso, do outro lado da rua... a Pinacoteca do Estado. Acervo bem selecionado, bem exposto e bem conservado, edifício lindo, adequação perfeita.
Como se não bastasse, uma exposição do maravilhoso escultor Alexander Calder.
A gente sai de lá babando e pensado: ainda bem que São Paulo é Brasil.

9 comentários:

Denise Sollami disse...

Cris, uma pergunta: quanto tempo dura a visitação deste museu? Talvez consiga conciliar com um dia de trabalho não muito atarefado em SP, estou louca para conhecer. E por acaso vc sabe se fica longe do aeroporto? Se bem que em SP tudo é longe de tudo.

CrissMyAss disse...

Denise, a área em torno do aeroporto é um caos, por causa de obras. Prepare-se para engarrafamentos, se for dia de semana. E a aeroporto fica dentro da cidade, mas tudo é longe do aeroporto.
o museu a que se refere é o da Língua Brasileira, né? Acho que pra curtir, umas duas horas são necessárias. Eu fui num sábado, que era de graça, e estava cheio demais.
A parte da exposição do Grande Sertão não deu pra curtir, só deve ser legal quando está mais vazio. Mas é muito interessante como conceito, mesmo assim, e tem o mapa do Grande Sertão, muitas imagens e tal.
A parte da história da Língua (2o piso) dá pra ver em uma hora: vc percorre uma linha do tempo com as diversas origens da língua e depois curte o audiovisual como se fosse numa estação de trem, sentada nos bancos ao longo da plataforma, enquanto o trem passa, digo, os filmes. Emocionante.
Pra pinacoteca, muito mais tempo. Se for só a exposição do Calder, em uma hora "dá pra ver".
Divirta-se.

sergio disse...

Criss, se não me engano vc é do Rio, é isso mesmo? Pelo jeito sua estadia paulistana foi bem proveitosa :)
Ainda não tive tempo de conferir a exposição do Calder, vou tentar no fim-de-semana.

Frederico disse...

Estive pela primeira vez na pinacoteca no ano passado. ô prédio bonito sô... Assino embaixo de sua afirmação: ainda bem que SP (também) é Brasil. O museu da última flor do lácio, não existia. Um dia, vou.

Gui disse...

Oi Criss.
Estive lá há mais ou menos um mês e meio. Realmente o museu é fantástico. Até quem assissina o português acaba gostando da idéia. Acredito que quem teve a idéia conseguiu o que queria: mostrar que a língua portuguesa é bela e, por incrível que pareça, acessível.
Um abraço.

* Só um detalhe, acho que o nome é Museu da Língua Portuguesa, e não Brasileira.

CrissMyAss disse...

Acho que sim! Deve ter sido um ato-falho da minha parte. No fundo o nosso poretuguês é tão diferente do de Portugal que às vezes nem parece a mesma língua...
Tava sumido, hein, Gui?

Hipopótamo Zeno disse...

Sobre a última frase do post: SP só piora quando acha que não, não faz parte do Brasil.

E sobre a exposição do Calder (essa eu vi!), tremendo exemplo de curadoria bem-feita, cê não achou?

CrissMyAss disse...

Zeno, mas quando SP começa a achar que não é Brasil, rapidinho aparece algum Marcola ou um Maluf pra lembrá-la de onde está...

fernando cals disse...

Oi, Criss,
Carioca de coração e paulista honorário, gosto das duas cidades, esses pontos que você citou, como mais um monte de outros lugares, tornam São Paulo, realmente, encantadora.
Lá, talvez por força da grana que corre, as coisas acbam funcionando.
Belas sugestões!
Agora, convém avisar a Denise, que fica do outro lado do aeroporto. Se ela fosse de onibus, tava pertinho.
Beijos
fernando cals